Incêndio na Vila Socó, uma tragédia para servir de lição

No dia 24 de fevereiro, segunda-feira, o incêndio que matou 93 pessoas na Vila Socó (atual Vila São José), em Cubatão, completa 36 anos. Era uma tragédia anunciada, pois a vila, à margem da rodovia Anchieta, abrigava cerca de 2 mil moradias construídas sobre um duto de combustíveis da Petrobras, que ligava a Refinaria Presidente Bernardes ao Terminal de Alemoa.


Incêndio de grandes proporções atinge a Vila Socó, em Cubatão — Fonte da imagem: History

Passados 36 anos, até hoje o número oficial de 93 mortos é contestado. Na época da tragédia, provocada pelo vazamento de cerca de 700 mil litros de gasolina, cogitou-se que o total de vítimas chegaria a mais de 500 pessoas. Provavelmente, essas dúvidas jamais serão esclarecidas. Em 2014, teve sessão da Comissão da Verdade sobre o caso na Assembleia Legislativa de São Paulo, mas até hoje não se chegou à responsabilização pela tragédia.


As péssimas condições ambientais da cidade, com níveis extremos de poluição do ar, da água e do solo, transformaram-na em símbolo mundial de degradação do meio ambiente. Tanto que, em setembro de 1984, foi decretado o estado de emergência ambiental em Cubatão, o primeiro caso no Brasil.


Essa degradação ambiental era decorrente da devastação das florestas que começara nos anos 1950. E só após a tragédia na Vila Socó começaram a surgir projetos para recuperar as encostas da Serra do Mar e mudar o curso da história da região tão castigada por décadas de negligência.


por Marina Takiishi - Jornalista

       Coord. de Comunicação do Projeto SP-150 - Rodovia Anchieta

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